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Minha casa, minha vida » Teto poderia ser maior Novos valores para o Minha casa foram considerados baixos por mercado imobiliário

Augusto Freitas - Diário de Pernambuco

Publicação: 12/07/2011 14:21 Atualização: 12/07/2011 14:27

A oficialização das regras da segunda fase do programa habitacional Minha casa, minha vida para a população de baixa renda, divulgadas no Diário Oficial da União na semana passada, agradou em parte ao segmento imobiliário em Pernambuco. Agora, no Recife e Região Metropolitana o teto máximo de aquisição da unidade residencial é de R$ 56 mil, para apartamentos, e R$ 54 mil, para casas.

De acordo com a portaria 325 do governo federal, o reajuste médio no valor dos imóveis ficou um pouco acima de 30%. Em Pernambuco, a expectativa dos empresários da construção civil era de que o índice ficasse além do que foi estabelecido, embora o número de unidades a serem construídas no estado até 2014 (43.294) tenha sido considerado satisfatório.

Para Ademi-PE reajuste correto seria 10% acima do que foi estabelecido para a segunda fase do programa (Douglas Fagner/Divulgação)
Para Ademi-PE reajuste correto seria 10% acima do que foi estabelecido para a segunda fase do programa


O presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE), Alexandre Mirinda, diz que as melhorias definidas para as unidades nesta segunda fase serão bancadas pelas construtoras. %u201CAs habitações serão entregues com cerâmica em sua totalidade. O empreendedor é quem vai pagar esse aditivo. O valor das habitações ficou abaixo do prevíamos e o reajuste deveria ser cerca de 10% acima do que foi definido nesta segunda fase.%u201D

Na avaliação do órgão, a correção definida pelo governo federal pode ser considerada mínima, já que nos últimos meses os índices de inflação registrados foram responsáveis por sucessivos aumentos em vários setores produtivos. Além disso, a associação entendeu que não representa a realidade das capitais e regiões metropolitanas, cujo custo de construção seria maior que em outras localidades.

Com relação ao número de unidades a serem construídas até o fim de 2014, Mirinda considerou satisfatório. %u201CO estado bateu a meta estabelecida na primeira fase e acreditamos que este foi um dos critérios levados em consideração para definir a quantidade nesta etapa. Ficou de bom tamanho.%u201D Até o fim de 2010, Pernambuco contratou 45.510 moradias, estabelecendo 101,8% da meta inicialmente traçada para o estado (44.706). %u201CEm função de alguns detalhes, como a questão dos terrenos na RMR, tanto nos preços quanto nas ofertas, o Interior deve absorver grande parte dessas novas unidades na segunda fase%u201D, completou Mirinda.

A reportagem do Diario procurou a superintendência regional de habitação da Caixa Econômica Federal para comentar os números da segunda fase do programa em Pernambuco divulgados pelo governo federal. O banco informou, através de sua assessoria de comunicação, que vai se pronunciar sobre os dados locais somente quando a instituição financeira finalizar alguns ajustes técnicos nas normas do programa em conjunto o Ministério das Cidades, o que deve ocorrer ainda esta semana.


Saiba mais

Minha casa, minha vida 2

43.294 Unidades habitacionais em Pernambuco

Renda: até 1,6 mil

Valor máximo de compra até 2014

R$ 56 mil para apartamentos

R$ 54 mil para casas (capital e Região Metropolitana)

R$ 49 mil para apartamentos e casas nos demais municípios

R$ 45 mil para casas nos municípios entre 20 mil e 50 mil habitantes

Valor máximo de compra até 2011

R$ 51 mil para apartamentos

R$ 49 mil para casas (capital e Região Metropolitana)

R$ 44 mil para apartamentos e casas nos demais municípios

Fonte: Ministério das Cidades/Diário Oficial da União (8/7/2011)

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