Se você fosse comprar um apartamento hoje, usado ou na planta, escolheria os bairros da Boa Vista, Pina ou Santo Amaro? Do ponto de vista imobiliário, essas regiões andavam esquecidas no mercado, mas nos últimos três anos passaram a ser alvo das construtoras, principalmente as duas primeiras. Tanto que o Pina está no topo das localidades mais valorizadas do Recife. As demais são boas promessas.
A conclusão é fruto de uma pesquisa de mercado realizada pelo Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau (IPMN), entre novembro de 2011 e janeiro deste ano. O estudo analisou uma amostra de 497 apartamentos no Recife e Jaboatão dos Guararapes (Piedade e Candeias). As variáveis da pesquisa oferecem um panorama do atual mercado e apresentam tendências interessantes para os próximos anos.
Pelo estudo, imóveis menores são os mais valorizados e as unidades de um quarto apresentaram maior valor médio por metro quadrado, de R$ 5.018,75. Os produtos de três quartos agregaram menor valor médio (R$ 3.498,75). Suítes estão bem cotadas e chegam a agregar R$ 500 no preço do metro quadrado. Tipo de prédio e serviços também podem agregar valorização significativa.
"Os consumidores têm procurado opções de compra onde a valorização está agregada à mobilidade urbana, caso do Pina, proximidade do trabalho e funcionamento do condomínio, que pode apresentar depreciação maior ou menor", explica o professor adjunto de finanças da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Pierre Lucena, coordenador da pesquisa. "A compra de produtos usados tem sido uma boa alternativa".
A valorização das áreas mais destacadas muito tem a ver com a localização. Boa Vista por ser central e Pina pela posição estratégica (proximidade do centro) e estrutura. Candeias e Piedade em função de Suape. O preço do metro quadrado, no entanto, continua maior nos imóveis novos e na planta, R$ 4,3 mil contra R$ 3,4 mil dos produtos usados. Santo Amaro, na análise de Lucena, apresenta uma tendência de crescimento.
E a Zona Oeste, tida como potencial região de expansão pelo setor? De acordo com o levantamento, a localidade apresentou bairros entre os mais desvalorizados, como Barro, Tejipió e Iputinga. "Embora ofereça terrenos com preços mais baratos, percebemos que a valorização da Zona Oeste está condicionada à estrutura, como o uso do metrô pela classe média, entre outras causas. É algo futuro que pode modificar este cenário e valorizar a região", pontua Lucena.
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