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Publicação: 31/08/2009 15:08 Atualização:
| Maria Tereza Correia/EM/D.A Press |
| Flávia Mansur preparou uma decoração prática e com área livre no centro para o quarto do filho João |
Para
quem tem criança em casa, a decoração pode ser mais uma tarefa
importante na hora de pensar na segurança dos pequenos. Deixar os
espaços vazios, quase sem nenhum móvel, pode ser um exagero.
Profissionais da área orientam que pequenas adaptações já serão capazes
de deixar o ambiente mais propício para os filhos, sem abrir mão da
beleza. A escolha do tipo do mobiliário e sua disposição na casa são
aspectos primordiais a serem obervados, como informa a arquiteta Ana
Rita Massahud, da Trínia Arquitetura. "É aconselhável que os ambientes
mantenham uma boa área de circulação, sem deixar muitos móveis juntos.
Também não é bom ter peças que tenham pouca estabilidade, ou que a
criança possa empurrar. Outra coisa é evitar as quinas acentuadas,
pontiagudas, as arestas vivas, como em móveis de vidro. Móveis de
madeira e com pontas arrendondas são mais indicados", ressalta. Ana
Rita também não recomenda mesas que tenham o tampo solto, e, no quarto,
cadeiras fixas são mais seguras do que as de rodinha, para impedir que
a criança suba e possa andar com ela. Tapetes anti-derrapantes são
facilmente encontrados no mercado, e é bom não colocar móveis embaixo
de janelas ou em locais que facilitem o acesso a elas, continua a
arquiteta.
"Além disso, a altura das estantes, camas, mesinhas e
prateleiras de armário devem corresponder à estatura dos meninos. As
coisas em que eles mais mexem devem estar acessíveis, para evitar que
queiram subir. É também importante que não tenham mecanismos que
prendam ou cortem, como puxadores inadequados, por exemplo. Cubos para
guardar brinquedos organizam o espaço e deixam o ambiente bonito e
versátil. A segurança das crianças na decoração da casa é fundamental
porque, segundo o Ministério da Saúde, a maior parte dos acidentes com
elas ocorre em ambiente doméstico, com tapetes soltos, quinas, ou
tropeços em brinquedos espalhados no chão. Com pequenas medidas, a
criança pode ganhar até mais liberdade para circular pela casa, sem ter
que ser acompanhada o tempo todo. É sempre bom buscar uma decoração
adequada e ergonômica", completa Ana Rita.
Sócia de Ana Rita na
Trínia, a arquiteta Flávia Mansur mudou a decoração do quarto de seu
filho João, de seis anos, quando ele parou de usar o berço. Ela se
preocupou em retirar uma cômoda alta e substituir por mesa e cadeira na
altura do filho, e não quis manter o tapete. Flávia também não colocou
nenhum móvel embaixo das janelas, e deixou uma área livre no centro do
espaço. "Isso é importante para ele não tropeçar em brinquedos que
possam entulhar o quarto. Também deixei as coisas que usa fáceis de
pegar, já que muitos acidentes acontecem quando a criança quer o que
não está vendo. A dica é não superproteger, mas tomá-la como referência
na hora de projetar o quarto, e você vai ensinando o que é ou não
perigoso, com mais liberdade", conta.
CONCEITO
Na
Lider Interiores, as linhas de móveis também seguem o conceito de
bem-estar dos consumidores. "Apesar de não termos uma linha específica
de produtos infantis, muitos dos nossos modelos são facilmente
adaptáveis para a montagem de qualquer ambiente seguro para as
crianças", afirma o gerente de marketing da Lider, Tiago Nogueira. A
empresa trabalha com peças mais baixas, que se adequam ao tamanho dos
pequenos, que podem ser feitas sob medida, e também oferece uma linha
de móveis incluindo buffets, mesas, hacks, minicômodas e criados-mudo
desenhados com quinas arrendondadas, em alguns casos substituindo o
vidro pela madeira. "Garantir a segurança das crianças é importante até
para que elas tenham mais mobilidade", continua Tiago.
| Joana Gontijo/Lugar Certo |
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