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Condomínios horizontais se multiplicam Segurança e contato com a natureza atraem cada vez mais moradores para esse tipo de empreendimento

Denise Menezes - Estado de Minas

Publicação: 11/11/2009 12:59 Atualização:

Gladyston Rodrigues/Ao Cubo Filmes
Condomínio Sonho Verde, em Lagoa Santa: morar em casa com grande área e proteção 24 horas é o projeto de vida de muita gente

O conceito de condomínio horizontal fechado chegou à Região Metropolitana de Belo Horizonte há mais de 30 anos, com empreendimentos lançados em municípios vizinhos à capital, como Nova Lima e Esmeraldas. A princípio, o mineiro, conservador, adquiria terrenos nesses empreendimentos para construir sua casa de campo. Mas, aos poucos, durante as últimas duas décadas, a ideia de morar em casas com a segurança proporcionada pelo fechamento por muros, controle de acesso por portarias e, ultimamente, pelo monitoramento 24 horas por câmeras, em condomínios que preservam grandes áreas verdes, foi conquistando adeptos.

Hoje, a demanda por esse tipo de imóvel já é maior que a oferta, embora seja significativo o número de empreendimentos lançados a cada ano. "O mercado de loteamentos fechados é o que apresenta o maior aquecimento, quando se trata de parcelamento do solo", diz o diretor de Pesquisa, Estatística e Técnica da Informação da Câmara do Mercado Imobiliário e do Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), Jader Nassif. Segurança, contato direto com a natureza e, em alguns casos, infraestrutura de lazer completa são os atributos desse tipo de empreendimento mais apreciados pelo cliente mineiro.

Leia a continuação desta matéria:
Grande demanda e valorização
Legislação federal inexistente

A grande procura fez crescer o número de lançamentos em municípios vizinhos a Belo Horizonte. Concentrada antes basicamente no Vetor Sul, em Nova Lima, a oferta de terrenos em condomínios fechados se espalhou na região metropolitana, se consolidando em Lagoa Santa, atingindo outros municípios do eixo Norte de desenvolvimento da capital, como Vespasiano, Pedro Leopoldo e Jaboticatubas, e alcançando ainda as cidades de Betim e Contagem.

Mas, se morar numa casa distante do barulho, do tráfego e da violência da cidade já virou desejo de consumo de muitos, poucos ainda são aqueles que conseguem realizar o sonho. A maioria desse tipo de empreendimento é voltada para os públicos A e B. De acordo com o diretor da CMI/Secovi-MG, um lote em condomínio fechado tem preço, em média, 40% mais alto do que um terreno de um loteamento aberto, e se situa na faixa entre R$ 150 e R$ 350 o metro quadrado. A área média por unidade dos loteamentos fechados é de mil metros quadrados.

"São empreendimentos, na sua maioria, voltados para as classes média alta e alta. O cliente, geralmente, é casado, com filhos, tem idade entre 35 e 55 anos e renda mensal superior a R$ 10 mil", informa Nassif. Ele destaca ainda que já é significativa a participação de idosos, aposentados ou em vias de se aposentar no total de clientes dos lançamentos de condomínios fechados. "São casais que já não encontram motivos para morar na cidade porque se aposentaram ou estão perto de se aposentar, e os filhos já estão crescidos e já saíram de casa. Por isso, buscam a segurança e a tranquilidade de um condomínio fechado."

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