| Joana Gontijo/Lugar Certo |
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| Mega-feira
que aconteceu em junho em SP já mostrava o reaquecimento do setor de
máquinas e equipamentos, e projetou negócios de R$ 3 bi para os
próximos três anos |
O que vai
acontecer nos setores produtivos e econômicos do Brasil nos próximos
anos? Apesar dos reflexos da crise financeira internacional, a
expectativa é que o país passe por um boom de investimentos, nos
setores públicos e privados, ancorado em medidas como o Programa de
Aceleração de Crescimento (PAC), a exploração dos campos de petróleo do
pré-sal, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas no Rio em 2016. Um
estudo apresentado em novembro pela Associação Brasileira de Tecnologia
para Equipamentos e Manutenção (Sobratema), comparou os efeitos da
turbulência global a partir do ano passado e os prognósticos do setor
até 2013, e mostra que o otimismo pode ter base real.
Leia a continuação desta matéria:Fôlego renovadoCopa do Mundo e China: novos mercadosO
Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos de Construção 2009
mostra que, enquanto o mundo registrou uma queda de 46% na venda de
equipamentos da linha amarela nos últimos dois anos, o Brasil obteve a
marca positiva de 10%. Os EUA e a Europa, por exemplo, registraram
decréscimo igual a 60%. Os dados confirmam que uma mudança estrutural
no mercado está em andamento. Há anos, o Brasil vem se tornando um
importante local de produção mundial para exportação de equipamentos.
Em 2004, EUA e Europa representavam 49% da demanda mundial do setor.
Atualmente são apenas 29%, como atesta a OHR (OFF-Highway Research).
Veja mais fotos da feira que agitou o setor em SP
Veja mais fotos de máquinas e equipamentos A
venda total de equipamentos de construção no Brasil, incluindo
caminhões rodoviários, tratores pesados de pneus, guindastes e gruas,
deve atingir a marca de 82 mil unidades até 2014, conforme o
levantamento. O parâmetro de comparação registra 53 mil unidades
comercializadas em 2008. O setor que deve puxar esta alta é o de
infraestrutura, com 45 mil unidades, seguido da construção civil (24
mil), mineração (10 mil) e agricultura (3 mil). "O setor de
infraestrutura puxa a economia como um todo. O Brasil está saindo da
crise puxado por ela. Outro fato preponderante para o mercado é que já
temos uma situação de obras comprometidas como o PAC, a Copa do Mundo,
a Olimpíada e a exploração do pré-sal", destaca o economista da Insight
Consultoria Econômica e professor Ph.D. da PUC-SP, Rubens Sawaya, um
dos coordenadores do estudo.
"Isso confirma o otimismo que temos
para o futuro. Tivemos um volume de vendas de R$ 10 bilhões no ano
passado, somos 200 mil empresas no Brasil voltadas a construção e
representamos 18% do PIB. Só em setembro deste ano, o setor criou 160
mil empregos segundo o DIEESE (Departamento Intersindical de Estática e
Estudos Socioeconômicos), três vezes mais que a área de serviços",
disse Afonso Mamede, presidente da Sobratema e diretor da Noberto
Odebrecht.
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